quinta-feira, 14 de maio de 2015

Arte Mesopotâmica



As civilizações mesopotâmicas, como o próprio nome indica, desenvolveram-se na região conhecida como Mesopotâmia, que compreende o atual Iraque no Oriente Médio.
O nome mesopotâmia significa “região entre rios”, ou “terra entre rios”, isso porque se trata de uma região situada entre os rios Tigre e Eufrates. Essa região está inserida no que se convencionou denominar “crescente fértil”, isto é, uma área de terras férteis que vai da Mesopotâmia ao vale do rio Nilo no Egito.


Arte Suméria é responsável por desenvolver a arquitetura


Inventaram a escrita cuneiforme . A arquitetura, mais desenvolvida das artes, não era porém tão notável quanto a egípcia. Caracterizou-se pelo exibicionismo e pelo luxo. Construíram templos e palácios, que eram considerados cópias dos existentes nos céus, de tijolos, por ser escassa a pedra na região. O zigurate, torre de vários andares com função de templo, foi a construção característica das cidades-estados sumerianas. Nas construções, empregavam argila, ladrilhos e tijolos.




Arte Assíria e sua esculturas monumentais.

Os escultores representavam o corpo humano de forma rígida, sem expressão de movimento e sem detalhes anatômicos. Pés, mãos e braços ficavam colados ao corpo, coberto com longos mantos; os olhos eram completados com esmalte brilhante.
As estátuas conservavam sempre uma postura estática ante a grandiosidade dos deuses. As figuras esculpidas em baixo-relevo se caracterizavam por um grande realismo.
As esculturas monumentais sempre representavam deuses ou demônio.



Arte Babilônica e os grandes feitos da humanidade.

Codificaram as suas leis através da escrita cuneiforme ,o (código de Hamurabi - "Olho por olho, dente por dente"), desenvolveram a literatura épica - com Gilgamesh -, a literatura histórica - boletim de guerra assírio -, e criaram seu sistema matemático, com “base-sessenta” e tem uma grande influencia sobre a arquitetura por terem criado Os Jardins Suspensos da Babilônia, A Porta de Ishtar e a famosa Torre de Babel 





Arte Persa e a criação da roda.

Na pintura, os artistas se utilizavam de cores claras e reproduziam caçadas, batalhas e cenas da vida dos reis e dos deuses. A produção de objetos de cerâmica alcançou notável desenvolvimento entre os persas, que utilizavam também tijolos esmaltados.

Dominavam a metalurgia, construiriam ferramentas, importantes como o arado; criaram armas, promoveram guerras; desenvolveram o uso da roda como meio de transporte; prosperaram devido as trocas comerciais e culturais e por fim as guerras. 





quinta-feira, 7 de maio de 2015

ARTE EGÍPCIA




Os Egípcios foram  uma civilização muito complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais. A religião invadiu toda a vida egípcia, interpretando o universo, justificando sua organização social e política, determinando o papel de cada classe social e, conseqüentemente, orientando toda a produção artística desse povo. Além de crer em deuses que poderiam interferir na história humana, os egípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente. O fundamento ideológico da arte egípcia é a glorificação dos deuses e do rei defunto divinizado, para o qual se erguiam templos funerários e túmulos grandiosos.


ARQUITETURA

As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e, foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso. 


As características gerais da arquitetura egípcia são:

• solidez e durabilidade; 
• sentimento de eternidade; e 
• aspecto misterioso e impenetrável. 

As pirâmides tinham base quadrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences. 






 Os templos mais significativos são: Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon.
Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos. 




Divididos em três categorias:

• Pirâmide - túmulo real, destinado ao faraó; 
 
• Mastaba - túmulo para a nobreza; e 


• Hipogeu - túmulo destinado à gente do povo.







Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididas conforme seu capitel: 

• Palmiforme - flores de palmeira; 
• Papiriforme - flores de papiro; e 
• Lotiforme - flor de lótus.

Curiosidade : 
Esfinge: representa corpo de leão (força) e cabeça humana (sabedoria). Eram colocadas na entrada do templo para afastar os maus espíritos.
Obelisco: eram colocados à frente dos templos para materializar a luz solar.


ESCULTURA

Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade.

Os Usciabtis eram figuras funerárias em miniatura, geralmente esmaltadas de azul e verde, destinadas a substituir o faraó morto nos trabalhos mais ingratos no além, muitas vezes coberto de inscrições.
Os baixos-relevos egípcios, que eram quase sempre pintados, foram também expressão da qualidade superior atingida pelos artistas em seu trabalho. Recobriam colunas e paredes, dando um encanto todo especial às construções. Os próprios hieróglifos eram transcritos, muitas vezes, em baixo-relevo.




PINTURA

A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas. 

Suas características gerais são: 

• ausência de três dimensões;
• ignorância da profundidade; 
• colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo;
• Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil.

Quanto a hierarquia na pintura: eram representadas maiores as pessoas com maior importância no reino, ou seja, nesta ordem de grandeza: o rei, a mulher do rei, o sacerdote, os soldados e o povo. As figuras femininas eram pintadas em ocre, enquanto que as masculinas pintadas de vermelho. 


Os egípcios escreviam usando desenhos, não utilizavam letras como nós. Desenvolveram três formas de escrita:
Hieróglifos - considerados a escrita sagrada; 
Hierática - uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes; e 
Demótica - a escrita popular.




Livro dos Mortos, ou seja um rolo de papiro com rituais funerários que era posto no sarcófago do faraó morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas de papel.